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Nos últimos 10 anos, muitas estórias da Vila de Santo André e seus arredores foram contatadas nas páginas da Revista Bacana. O povoado de Santa Cruz Cabrália sempre teve colo, aconchego e espaço para mostrar sua arte, seus empreendimentos, suas festas em suas páginas. O apoio certo nos 5 anos do Festival da Lagosta da Costa do Descobrimento, às ações do IASA – Instituto Amigos de Santos André – que há 15 anos vem transformando crianças e jovens através da arte e da cultura, a chegada de novos hotéis e restaurantes na orla norte da cidade, o desenvolvimento que busca no turismo a sua sustentabilidade.

 

E, certamente, nos próximos 10 anos a Revista Bacana estará também contando sobre uma nova transformação que chega com a implantação do Pátio Escola de Reciclagem e Compostagem. O projeto de desenvolvimento sustentável, pioneiro no sul da Bahia, pretende agregar ao povoado com pouco mais de 800 habitantes, importantes ações nas questões relacionadas ao destino do lixo, servindo como exemplo possível para a região, além de se tornar referência como salutar parceria entre a Prefeitura e o IASA, com os recursos provenientes de um infrator ambiental. Como a única atividade do povoado é o turismo, foi olhando para os grandes geradores (restaurante, hotéis e pousadas) que surgiu a ideia de iniciar a segregação na origem. O Pátio-Escola começa recebendo os resíduos recicláveis e compostáveis dos maiores geradores, os hotéis Campo Bahia Villa Spa e Vila Angatu Eco Resort Spa, ampliando depois para toda a comunidade.  Tanto os reciclados como os compostáveis chegarão em recipientes especiais. Os reciclados serão entregues limpos para serem triados entre papel, plástico, vidro.... Os compostáveis vão para leiras, canteiros forrados de resíduos de poda triturados, que vão sendo preenchidos com camadas desses materiais de forma intercalada e que receberão, ao final da operação, uma cobertura com capim seco, transformando-se, depois de um período de maturação de 120 dias em média, em adubo orgânico que irá abastecer a horta orgânica ou vendido.  Atuando pelo “poder do exemplo”, o Pátio-Escola chega também com o objetivo de educar a sociedade local para esta prática tão saudável. E esperamos que em breve, os alimentos plantados sem agrotóxicos e colhidos nas hortas do projeto, estejam na mesa dos restaurantes e das famílias do povoado. A Revista Bacana vai contar esta história.