Guia
Quatro Rodas 2007
“A
tranqüilidade da vila até espanta. Surpreende por estar tão
próxima à fervida Porto Seguro e, mesmo assim, manter-se
calma e rústica. Quem vem a Santo André busca praias preservadas
e o mergulho nas piscinas naturais do recife de Araripe. Aproveite e conheça
Belmonte, ao norte, ponto de partida do passeio de barcos. O melhor acesso
à região é por balsa, via Santa cruz Cabrália.
Depois da travessia um circular segue para o vilarejo perto da praia.
Não há posto de combustível, caixa eletrônico
ou pronto-socorro.”
27.02.2007
O Estado de Minas
Caderno Especial de Turismo - 9 páginas
“As ondas quebram mansas. O sol lambe o corpo
com doçura, na brisa das seis da manhã. Como diz o poeta
“sim, é bom estar no Santo André”, Sul da Bahia.
Andar devagar pela praia, cruzar vez por outra com um caminhante, espichar
os olhos para ver o que tem lá onde o mar encontra o Rio João
de Tiba. Desenhar despreocupadamente na areia o nome do santo e da vila,
como que a reverenciar ambos. E agradecer por ser recebido assim, com
a calma que aquieta qualquer coração vindo de longe, do
urbano estresse. Assim é Santo André, tão perto e
tão longe da agitada Porto Seguro; distrito da importante Santa
Cruz Cabrália; vizinho da Belmonte, com cheiro de guaiamum e, ainda,
cacau; fronteiro a Santo Antônio, com praias tão lindas.
Quieto e único na sua simplicidade. Feito sob medida para quem
quer ficar mesmo assim: simples.
“São 13 quilômetros de praias semivirgens. De um lado,
mar, de outro rio, do outro os manguezais. Com cerca de 750 moradores,
Santo André está dentro de uma área de preservação
ambiental, a APA Santo Antônio, que tem 230 quilômetros quadrados
e se estende limítrofe ao mar, da desembocadura do Rio João
de Tiba até próximo à foz do Rio Jequitinhonha. Abrange
dois municípios – Santa Cruz Cabrália e Belmonte –
com 57 mil habitantes. Dentro da APA são encontrados importantes
ecossistemas litorâneos, como remanescentes de mata atlântica,
várzeas e restingas costeiras, falésias fósseis,
praias e recifes de coral.
A criação da APA pelo governo estadual, em 31 de agosto
de 1994 – ao organizar os usos, disciplinar construções
e determinar espaços – , aliada à mobilização
da comunidade, é a principal razão para que toda aquela
área esteja tão bem preservada . Por isso, o visitante terá
muito que ver e descobrir nesse pedaço de terra em que aportou
Cabral, desde que seja um curioso por natureza, não tenha pressa
e queira passar longe do axé.
Em Santo André, vila de pescadores com ruas de terra e grande quietude,
comece com o pôr-do-sol na foz do João de Tiba, sentado no
deck do Restaurante Gaivota ou à sombra da castanheira próximo
dali. Repare nos matizes de rosa e azul do céu à medida
que cai o dia, os barcos ancorados ao largo, e a brincadeira de trampolim
dos meninos, que mais se parecem peixes saltadores.” Marlyana Tavares,
Editora de Turismo do jornal O Estado de Minas
Janeiro
2007 - Livro
"100 lugares que você precisa visitar antes de dizer que conhece
o Brasil", de Jorge de Souza
Era
uma vez uma aldeia de pescadores que foi descoberta por uns gringos aventureiros
que se mandaram para lá e foram abrindo pousadinhas e restaurantes,
até que…Sim, você já ouviu essa história.
Aconteceu, por exemplo, em Trancoso, tempos atrás, e em Itacaré,
mais recentemente. Pois, agora, o mesmo fenômeno esta ocorrendo
em outra vila de praia da Bahia: a ainda quase desconhecida Santo André.
Vizinha a Porto Seguro, mas providencialmente protegida da muvuca dos
ônibus de excursões por um rio e uma balsa. Por isso mesmo,
Santo André permaneceu semi-ignorada até hoje. O lugarejo
é um charme só: fica na junção do tal rio
com o mar, tem uma bonita praia em forma de meia-lua, sem casa alguma
à vista, meia dúzia de estabelecimentos que cultivam uma
discreta sofisticação e, praticamente não mais do
que uma única rua – e de terra, sem carro algum por perto
e coberta por túneis de verde vegetação. É
o filet mignon da região. Não mais que 800 privilegiados
moram lá e, destes, uns 50 são estrangeiros. Tem o suíço
que assa pães, o alemão que recepciona os velejadores, o
italiano que foi pioneiro das pousadas, os argentinos que montaram um
misto de restaurante e bar de praia, a francesa que trocou Paris por um
galpão sem paredes no alto do morro e por aí afora. Todos
chegaram atraídos pelo mesmo ideal e hoje fazem parte de uma história
que começa com “era uma vez uma aldeia de pescadores…”
VÁ
…se quiser ver como era o Brasil quando Cabral chegou, o que, por
sinal aconteceu bem perto dali.
NÃO VÁ
… se espera algo mais do que rusticidade e muita tranquilidade
ONDE
?
Santo André fica a apenas 25km (ou menos de meia hora de ônibus)
de Porto Seguro, mas, para chegar lá, é preciso atravessar,
de balsa, o Rio João de Tiba que, ao mesmo tempo, protege e afasta
a vila.
QUANDO
?
Santo André só tem algum movimento (e pouco) nas férias
de verão. Portanto, se quiser total tranquilidade, evite. Nas datas
especiais como Carnaval e reveillon, também sempre pinta alguém
de fora. Já para escapar das chuvas, descarte os meses de Junho
e Julho.
SE
EU FOSSE VOCÊ
…ficaria hospedado nas pousadas Araticum ou Victor Hugo , ambas
do genero rústic-bacana e com bons pratos no cardápio. Na
Araticum, a conzinha, inclusive, é como um palco e fica no meio
do refeitorio. Se quiserem, os próprios hóspedes podem cozinhar.
…iria para o resort Costa Brasilis, que fica dentro da propria vila,
se for com a familia e quiser algo mais estruturado.
…faria, pelo menos, dois passeios de barco. Um aos recifes de Coroa
Alta, que ficam em frente à vila, no meio do mar, e outro por dentro
do rio João de Tiba, que é ainda mais bonito.
…passaria um dia inteiro de bobeira na inusitada Casa Praia, uma
espécie de lounge à beira mar, com bar, restaurante, sofás
e espreguiçadeiras quase na areia. A cozinha é aberta e
os pratos feitos na sua frente, com direito a palpites e tudo o mais.
Um lugar nada convencional.
…iria até o folclórico Restaurante de Maria Nilza,
no KM 33,5 da BA-001, a cerca de 30kms de Santo André, que serve
uma gostosa comida baiana caseira.
…comeria peixes e frutos do mar nas mesas dos restaurantes Gaili
e Gaivota, este numa agradável varanda à beira do rio.
Quanto
tempo ficar ?
4 dias para entrar no ritmo da vila, ou uma semana, para se apaixonar
de vez por ela.
Aproveite
para visitar Porto Seguro, mas só para poder dizer, com autoridade
de quem já conhece que não gostou.
7.9.
2006
Folha
de São Paulo
Caderno de Turismo da Folha de São Paulo
Reportagem
como tema a Costa do Descobrimento. Vila de Santo André está
citada :
"E das praias bonitas...
Mas o destaque mesmo em Santa Cruz Cabrália é a beleza natural
de suas praias quase intocadas pelo homem. A maioria fica depois do rio
João de Tiba, cuja travessia é feita de balsa.A primeira
delas é Santo André, que conserva aparência rústica,
com ruas de terra.Reserve um bocado de tempo para apreciar a vista da
foz do rio João de Tiba, em frente ao mar. O encontro do rio com
o mar forma uma ilha repleta de pássaros. (MÁRCIO FREITAS)"
Escuna passeia mar adentro e chalana desliza pelo rio acima
A partir do porto de Santa Cruz Cabrália partem passeios de escuna
e de chalana.O passeio de escuna tem duração total de seis
horas. Mas, logo depois de 50 minutos a bordo, chega-se ao Parque Marinho
da Coroa Alta, formado por recifes e corais.Na maré baixa, formam-se
piscinas naturais nas quais dá para ver um pouco da diversidade
da fauna e da flora marinha, como peixes, moluscos, crustáceos
e corais.A escuna também faz uma parada em Santo André.
Aproveite para mergulhar. Se não tiver levado uma máscara
e um snorkel, é possível alugar o equipamento ali mesmo.O
passeio de chalana faz a subida do rio João de Tiba e também
pára na praia de Santo André. A bordo, o turista conhece
o ecossistema, a história e a cultura do vilarejo de Santo André.
Quando chega à vila, o visitante interage com a comunidade. É
um trabalho de conscientização para o respeito ao ambiente.
(MF)
Ainda
são citados na relação de hoteis e pousadas na região
a Pousada Victor Hugo e a Pousada Gaili.
Setembro
de 2006
Revista Náutica
Reportagem Jorge de Souza com 9 paginas sobre o
Cruzeiro Costa Leste 2006 e sua passagem por Santo André. Magníficas
fotos, citações e uma deliciosa legenda :
"Santo Paraiso - A Vila de Santo André, na Bahia, foi uma
das paradas do cruzeiro, que ali encontrou hospitalidade e ancoradouro
seguro"...
Dezembro
de 2006
Revista Vizzo
Editorial de moda de 15 páginas produzidas
em Santo André e arredores, além de 5 páginas com
reportagem. O título da matéria é "Santo André
e o Dolce Far Niente Baiano", as fotos são de Pedro Garrido,
os textos de Gustavo Frank, a modelo é Andressa Fontana, e tem
a seguinte apresentação :
"Sinais de Paraiso
Ao chegar à pequena aldeia de Santo André, a 26 quilômetros
ao norte de Porto Seguro, Bahia, é impossível não
imaginar o que os portugueses sentiram ao pisar pela primeira vez em terra
brasileira. Diante de tanta beleza, os olhos encontram, além dos
incontáveis tons de ver e azul, o branco das areias. Mas há
também uma sensação de alegria, que se junta a todas
as cores que existem dentro da gente. A brisa do mar movimenta esse pedacinho
de paraíso parado no tempo. "
Freire´s
– Brasil – Praias (2002)
Vizinha de Porto Seguro – e virgem, imagine
Você pega a balsa para atravessar o rio João
de Tiba, deixando Santa Cruz Cabrália para trás –
e então toma um choque: a paisagem e a densidade demográfica
mudam completamente. Em contaste com a aridez de Cabrália e de
Porto Seguro, aqui a mata predomina, e os rios são margeados por
exuberantes manguezais.
Daqui em diante, a paisagem vai remeter muito mais à Costa do cacau
(Ilhéus e arredores) do que à Costa do descobrimento. Em
vez de falésias, planícies. Em vez de turismo de massa,
sossego.
Os vilarejos de Santo André e Santo Antonio são bucólicos
e habitados por pescadores, as pousadas e restaurantes ficam mais ou menos
isolados à beira mar. Para quem busca tranqüilidade acima
de tudo. |